Herpes-zóster pode causar sequelas e afetar até adultos jovens
*Imagem: Magnific
Geralmente associada a idosos, a doença pode provocar dores persistentes e complicações graves, especialmente em pessoas com baixa imunidade.
A herpes-zóster, popularmente conhecida como cobreiro, é uma doença causada pelo vírus Varicela-Zóster, o mesmo responsável pela catapora. E, apesar de terem a mesma origem, elas se manifestam de formas diferentes. Após um episódio de catapora, por exemplo, o vírus permanece inativo no organismo e pode ser reativado anos mais tarde, especialmente em situações de queda da imunidade.
Quando isso ocorre, o vírus afeta os nervos, provocando sintomas como dor intensa, sensação de pontadas, queimação, formigamento, sensibilidade ao toque e surgimento de pequenas bolhas com líquido. Diferentemente da catapora, as lesões da herpes-zóster costumam aparecer em apenas um lado do corpo, seguindo o trajeto do nervo afetado. Embora seja mais frequente nas regiões do tórax e da lombar, a doença também pode acometer a face, os olhos e os ouvidos.
Além disso, a herpes-zóster é mais comum a partir dos 50 anos de idade, o que contribui para o surgimento de dúvidas e informações erradas sobre a doença. De acordo com José Gledson, coordenador do curso de Enfermagem do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Juazeiro do Norte, há ainda mitos sobre contágio e tratamento, dificultando a prevenção.
“Um dos mitos mais comuns é acreditar que a herpes-zóster é tão contagiosa quanto a catapora. Na verdade, sua transmissão ocorre apenas pelo contato direto com as lesões. Já quem nunca teve catapora ou não foi vacinado pode desenvolver a doença ao entrar em contato com o vírus. Esse não é o caso da herpes-zóster. Outro equívoco é pensar que o problema acomete apenas idosos. Porém, também pode atingir adultos mais jovens, principalmente em situações de baixa imunidade ou maior vulnerabilidade física e emocional”, explica.
O tratamento da herpes-zóster inclui o uso de medicamentos antivirais, prescritos por profissionais de saúde, além de medidas para aliviar sintomas como dor, coceira e ardência na pele. Para Yara Sampaio, farmacêutica e docente do curso de Farmácia da UNINASSAU Juazeiro do Norte, um dos principais erros é adiar a busca por atendimento médico.
“O tratamento antiviral deve ser iniciado o mais cedo possível para aumentar sua eficácia. Além disso, o uso de pomadas sem orientação profissional, a falta de controle adequado da dor e possíveis erros no diagnóstico ou tratamento podem favorecer o surgimento de complicações, como a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dores persistentes que podem durar meses ou até anos. Em casos mais graves, há a possibilidade de alterações na visão, lesões cutâneas, paralisia facial e perda auditiva”, destaca.
De acordo com o professor Gledson, a medida mais eficaz é a vacinação, principalmente para pessoas com 50 anos ou mais e grupos com maior risco, conforme indicação médica. "A vacina reduz significativamente a chance de desenvolver a doença e diminui o risco de complicações, especialmente da neuralgia pós-herpética”, conclui Gledson.
pauta Lívia Monteiro, assessora de imprensa da UNINASSAU Juazeiro do Norte.

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